Namoro na Internet ganha aceitação mundial, indica estudo

LONDRES, 15 de fevereiro (Reuters Life!) – Se você passou o último Dia dos Namorados à procura de um amor online, então faz parte do grupo de um em cada três internautas no mundo que veem a Internet como um bom lugar para encontrar um relacionamento, revelou um estudo novo.

Uma pesquisa mundial feita pelo Serviço Mundial da BBC mostrou que 30 por cento dos internautas veem a Internet como um bom lugar para encontrar um namorado ou namorada.

Feita com quase 11 mil internautas em 19 países, a pesquisa revelou que Índia e Paquistão estão entre os países que têm o maior número de entusiastas por apresentações mediadas pela Internet.

Cinquenta e nove por cento dos indianos e 60 por cento dos paquistaneses que navegam na Internet a veem como bom lugar para encontrar parceiros.

“Isso comprova o papel principal que a Internet desempenha hoje na vida de milhões de pessoas em todo o mundo”, disse em comunicado o diretor da GlobeScan Research, Sam Mountford.

“Para muitas pessoas, e especialmente no mundo em desenvolvimento, a Internet não é apenas um lugar para trabalhar, fazer compras ou se comunicar com amigos, mas também uma maneira confiável de encontrar um parceiro com quem dividir a vida.”

Outros países em que grande número de internautas tem a mesma opinião incluem Gana (47 por cento) e Filipinas (42 por cento). Mas menos norte-americanos (21 por cento), sul-coreanos (16 por cento), britânicos (28 por cento) e franceses (27 por cento) acham boa a ideia de procurar um parceiro online.

Contudo, os resultados da pesquisa também sugerem que pessoas com grau de instrução mais alto têm menos tendência a achar a Internet um bom lugar para iniciar romances: 28 por cento das pessoas com instrução universitária acham isso, contra 36 por cento dos internautas que não concluíram o ensino médio.

Os resultados foram tirados de uma pesquisa mais ampla sobre as atitudes públicas em relação à Internet, a ser divulgada em 8 de março.

A pesquisa entrevistou 10.976 adultos que tinham acessado a Internet nos seis meses anteriores, em 19 países, e foi conduzida para o Serviço Mundial da BBC pela empresa de pesquisas GlobeScan.

(Reportagem de Paul Casciato)

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